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5ª Celebração do Dia do Ouvidor e Dia Internacional do Consumidor da CNseg

Da esq. para a direita: Silas Rivelle Júnior, presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg; Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg: Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras

Primeiro evento aberto ao mercado de seguros que contou com a participação do novo titular da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor


Promovida pela CNseg – a Confederação das Seguradoras, a 5ª Celebração do Dia do Ouvidor e Dia Internacional do Consumidor, nesta quinta-feira (28/03), avaliou avanços e desafios da relação de consumo. Dos debates, participaram o secretário nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), Luciano Benetti Timm, a diretora de Fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Simone Sanches Freira, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano e a  diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, além de lideranças setoriais, ouvidores de seguros e representantes do governo federal, dos Procons, de órgãos de supervisão do mercado segurador e de saúde suplementar.


O secretário nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), Luciano Benetti Timm, durante sua palestra no evento

Na abertura do evento, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, destacou que ser mais bem compreendido pelos consumidores é um mantra seguido pelas seguradoras de todo o mundo. Ele lembrou, nesse sentido, as diversas ações do Programa de Educação em Seguros promovido pela CNseg como livretos, cartilhas, vídeos, estudos setoriais, para oferecer conteúdos que permitam o melhor conhecimento dos fundamentos e produtos, para melhorar o poder de escolha do consumidor. “Dessa forma, com informações qualificadas e estruturadas, todos ganham”, declarou ele, para quem a melhor compreensão da missão do seguro reflete-se no crescimento da demanda por proteção de maior qualidade pela sociedade.


A diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, fez questão de destacar  o papel dos ouvidores em dar voz aos segurados dentro das empresas e efetividade a outras ações de proteção ao consumidor que harmonizam as relações de consumo. “Para difundir o acesso do consumidor aos canais de atendimento do setor, lançamos o livreto Canais de Atendimento do Programa de Educação em Seguros da CNseg e, desde 2015, fazemos os Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros pelo Brasil”, informou.


Solange Beatriz destacou o engajamento do setor de seguros na plataforma Consumidor.gov, serviço público que permite a interlocução direta entre consumidores e empresas para solução de conflitos. Segundo ela, 97% das reclamações do setor de seguros na plataforma são respondidas, e das que são resolvidas, 65% receberam notas 4 ou 5 (máxima) ao atendimento – índice superior à média geral da plataforma. Atualmente, as seguradoras aderentes ao Consumidor.gov representam 83% do mercado.


“Levantamentos realizados na Comissão de Ouvidoria da CNseg demonstraram que em mais da metade das companhias as manifestações recebidas pelo Procons (46%) e pelo canal Consumidor.gov (66%) são tratadas pelos Ouvidores, qualificando sobremaneira o atendimento prestado por esses profissionais, e contribuindo para a divulgação dessa importante plataforma governamental”, assinalou Solange Beatriz. A participação do ouvidor é destacada também na ‘desjudicialização’. “Cerca de 1,25% das demandas tratadas e respondidas negativamente nas Ouvidorias ensejou ações judiciais. Isso demonstra que o atendimento qualificado prestado demonstra a capacidade das companhias de resolver seus problemas em casa”, destacou ela.


“É um momento de desjudicializar sem precarizar direitos”, disse o secretário Lucianno Timm, em sua palestra sobre a defesa do consumidor na era da economia digital. Segundo ele, a judicialização gera gastos extraordinários. Ele lembrou que os custos de processos somaram R$ 84,8 bilhões em 2016, algo perto de 1,3% do PIB, recursos que poderiam estar sendo aplicados, por exemplo, em saneamento básico. O secretário enfatizou que o acesso à ordem jurídica justa compreende mais do que somente o acesso ao Judiciário, abrangendo também os mecanismos alternativos adotados pelas empresas, como a negociação, a mediação e a conciliação que acontecem nas ouvidorias e na plataforma consumidor.gov. Foi o primeiro evento aberto ao mercado de seguros que contou com a participação do novo titular da Senacon.


Simone Sanches Freira, diretora de Fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) participou também da abertura do evento e assinalou que as ouvidorias se tornaram estratégicas para os aperfeiçoamentos exigidos na relação de consumo de saúde suplementar, ao dar acolhimento e tratamento adequados às reclamações dos segurados.  “As operadoras dos planos de saúde amadureceram muito nos últimos anos. A Ouvidoria tem servido cada vez mais como um mecanismo de gestão aprimorado, ou seja, ela tem o papel de nos auxiliar a fazer um trabalho cada vez melhor”, disse a reguladora.



Sobre a CNseg


A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) congrega as empresas que compõem setor, reunidas em suas quatro Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap). A missão primordial da CNseg é congregar as lideranças das Associadas, elaborar o planejamento estratégico do setor, colaborar para o aperfeiçoamento da regulação governamental, coordenar ações institucionais de debates, divulgação e educação securitária e representar as Associadas perante as autoridades públicas e entidades nacionais e internacionais do mercado de seguros.