Análise pós-pandemia: perspectivas para a Capitalização


Marcelo Farinha - Presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)

"A pandemia da covid-19 vai acelerar as transformações do setor", enfatiza o presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), Marcelo Farinha.


O executivo aponta a convergência para o ambiente digital, com aprimoramento de produtos e processos, como uma das consequências da crise do novo coronavírus, observando que o mercado de capitalização já vinha passando por transformações no modelo de negócios, com uso intensivo de novas tecnologias.

Ele destaca, ainda, que os produtos de capitalização, pelas características que lhe são inerentes - como o estímulo à formação de reservas, que conferem mais proteção e segurança às famílias -, posicionam o setor em linha com o ambiente que se espera encontrar pós-pandemia, quando esses fatores tendem a ganhar ainda mais relevância, assim como as causas coletivas.


A esse respeito, ressalta que os títulos de capitalização da modalidade Filantropia Premiável  possivelmente terão mais protagonismo, assim como os da modalidade Instrumento de Garantia, que podem ser utilizados para garantir contratos de empréstimos, por exemplo.  "O consumidor vai rever hábitos de consumo e o conceito do que realmente é essencial. Vamos sair crise com mais empatia e solidariedade", assinalou.


Em relação ao momento atual, Farinha apontou a queda de faturamento como efeito da crise e os esforços do setor para sobreviver a ela. 


Números do segmento - Entre janeiro e maio, as reservas da capitalização, constituídas pelos recursos de clientes que possuem títulos de capitalização ativos, cresceram 2,3%, atingindo R$ 30,1 bilhões, movimento que tem se mostrado consistente, mesmo em meio à pandemia da Covid-19.


O indicador, divulgado pela Federação com base nas estatísticas da Susep, evidencia, de um lado, uma característica própria do setor: a contratação de um título de capitalização prevê pagamentos que se estendem no tempo, podendo chegar a até 60 meses, caso de alguns produtos da modalidade Tradicional, carro-chefe do setor, com uma fatia de mais de 70% do mercado; de outro lado, esse desempenho sinaliza  que os clientes têm procurado manter as suas economia s guarda das diante de um cenário de incertezas a sobre a evolução da crise sanitária, ainda sem um desfecho previsível, observa Farinha.


Ajudam a compor essa análise os indicadores de faturamento e resgates. No acumulado até maio, a receita atingiu R$ 8,8 bilhões, apresentando um recuo de 7% em comparação aos mesmos meses do ano passado. Mas a entrada líquida de recursos superou o volume de resgates finais e antecipados no período, que somaram R$ 7,6 bilhões, com crescimento de apenas 2,3 % em relação a 2019, o que corrobora a avaliação sobre o comportamento mais cauteloso dos consumidores.


“Verificamos em maio alguns sinais de recuperação da atividade econômica frente à fase mais aguda do início da pandemia, o que deverá se confirmar no fechamento dos números do semestre, embora o nível de incertezas permaneça elevado”, pondera Marcelo Farinha, acrescentando no entanto, que as expectativas melhoraram também com as notícias de que uma vacina contra o novo coronavírus possa estar disponível até o fim desse ano.


Sorteios: mais de R$ 400 milhões pagos a clientes contemplados

As premiações de títulos de capitalização somaram R$ 402,8 milhões no período. “Isso representa, junto a resgates finais e antecipados, uma injeção de mais de R$ 8 bilhões na economia”, destaca Farinha, o que reforça a importância social e econômica do setor.


A FenaCap, inclusive, para que não houvesse descontinuidade no pagamento de prêmios, vem realizando sorteios substitutos à extração da Loteria Federal, referência para premiação de títulos de capitalização, desde 26 de março, quando a Caixa Econômica suspendeu a modalidade, em razão da pandemia. A Caixa retomou as extrações de sábado no último dia 4 de julho, mas os sorteios substitutos às extrações das quartas-feiras continuarão sob a responsabilidade da FenaCap até setembro”, assegura o presidente da Federação.


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