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Muitos brasileiros ainda associam o seguro de vida apenas ao falecimento. No entanto, o mercado de seguros evoluiu para se tornar uma das ferramentas mais robustas de planejamento financeiro e proteção em vida. Diante de imprevistos como acidentes graves ou doenças incapacitantes, a apólice deixa de ser uma despesa para se tornar uma rede de segurança que impede o comprometimento financeiro de uma família.
Embora a cobertura por morte seja a mais conhecida, as coberturas para invalidez permanente total ou parcial por acidente (IPA) e invalidez por doença são essenciais. Quando um provedor sofre um acidente que o impossibilita de trabalhar, a renda familiar cai drasticamente no exato momento em que os custos com saúde, adaptação residencial e tratamentos disparam.
A indenização funciona como uma substituição de renda, garantindo que o padrão de vida seja mantido enquanto o segurado se adapta à nova realidade. Em casos de doenças graves, algumas apólices oferecem o pagamento em dinheiro após o diagnóstico de enfermidades como câncer, infarto ou AVC, permitindo que o paciente foque na recuperação sem o peso das contas acumuladas.
O seguro de vida também é uma ferramenta sucessória. Quando ocorre um falecimento, ele cumpre um papel estratégico que vai além do amparo emocional: a liquidez imediata. Diferentemente de imóveis, carros ou aplicações financeiras, o seguro de vida não entra em inventário: o valor é pago diretamente aos beneficiários em poucos dias. Não há incidência de ITCMD (imposto de herança) nem de Imposto de Renda sobre o capital segurado. Muitas famílias utilizam esse recurso justamente para pagar as custas do inventário e honorários advocatícios, evitando a venda forçada de bens do patrimônio para quitar essas despesas.
Para Sonia Marra, presidente do Clube de Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), o principal benefício é a liquidez para o inventário. No Brasil, o processo pode custar entre 10% e 20% do valor total da herança, somando o ITCMD, taxas judiciais e honorários advocatícios. Sem dinheiro disponível, os herdeiros costumam ser forçados a vender imóveis ou outros bens às pressas e abaixo do valor de mercado para arcar com essas custas. “O seguro fornece o dinheiro imediato para essas despesas e tem isenção de imposto. A indenização do seguro de vida não é tributável pelo Imposto de Renda e isso garante que o valor chegue integralmente aos beneficiários. O capital contratado não entra em inventário e não responde por eventuais dívidas deixadas pelo falecido. Isso significa que o recurso é liberado em até 30 dias, garantindo a manutenção do padrão de vida da família enquanto os bens principais estão bloqueados pela justiça”.
O seguro de vida é um contrato de risco. Quanto mais jovem e saudável for o segurado no momento da contratação, menores tendem a ser os prêmios (mensalidades). Ter um seguro de vida não é apostar na tragédia, mas garantir a continuidade dos planos. Seja para a faculdade dos filhos, a quitação da casa própria ou a própria subsistência em caso de invalidez, essa ferramenta se consolida como um pilar essencial para quem busca uma vida financeira resiliente.
Pessoas saudáveis têm menos restrições médicas e maior chance de aprovação, além de passarem por um processo de análise de risco mais simples pelas seguradoras. A presidente do CVG-RJ reforça que, à medida que surgem condições crônicas ou diagnósticos como hipertensão ou diabetes, a seguradora pode aplicar agravos, ou seja, aumentar o preço, excluir coberturas específicas para essas condições ou até recusar a proposta. “O seguro de vida é uma das ferramentas mais poderosas de proteção financeira. Para quem está iniciando a construção de patrimônio, o seguro funciona como uma reserva de emergência turbinada. Em vez de esperar décadas para acumular um patrimônio que suporte um imprevisto de saúde, o jovem compra essa segurança imediatamente por meio de uma apólice de seguro de vida”, concluiu.